O presidente do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev, defendeu publicamente o fim dos combates na Ucrânia durante um encontro televisionado com Vladimir Putin, realizado em Omsk, na Rússia.
“É lamentável que jovens estejam morrendo. Tudo isso precisa ser interrompido”, afirmou Tokayev diante do presidente russo. O líder cazaque disse que o conflito beneficia os adversários tanto da Rússia quanto da Ucrânia.
Tokayev sugeriu o congelamento das atuais linhas de combate e a retomada das negociações com base no que chamou de “Fórmula de Istambul 2.0”. Segundo ele, um eventual acordo precisaria de garantias oferecidas pelas principais potências mundiais.
A declaração ganhou destaque porque o Cazaquistão mantém uma parceria estratégica e econômica próxima com Moscou. Apesar dessa relação, o governo cazaque procura adotar uma posição equilibrada sobre a guerra e não reconheceu a anexação russa dos territórios ucranianos ocupados.
Putin não respondeu diretamente ao pedido durante a parte pública do encontro. Posteriormente, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que congelar o conflito seria impossível nas condições atuais e que a Rússia continuará buscando seus objetivos militares.