Os serviços de segurança da Alemanha frustraram um suposto plano de assassinato contra Stefan Thumann, fundador e chefe da startup de defesa Donaustahl, empresa alemã que desenvolve drones e munições vagantes usados pela Ucrânia na guerra contra a Rússia. Segundo a imprensa europeia, a operação teria sido atribuída a redes ligadas à inteligência russa.
O caso começou após um alerta recebido por autoridades alemãs de um serviço de inteligência aliado. De acordo com as investigações, um suspeito identificado como Serhii N., também citado como Sergey N., teria monitorado Thumann perto de sua casa na Baviera, fotografando e filmando sua residência e instalações ligadas à empresa. Ele chegou a ser detido pelas autoridades bávaras, mas foi liberado por falta de provas suficientes naquele momento.
A análise posterior dos telefones apreendidos indicou possíveis contatos com a inteligência russa. Investigadores também suspeitam que houve tentativas de obter informações sobre o pai de Thumann, em Starnberg, para localizar melhor o empresário. Após deixar a Alemanha, Serhii N. foi preso na Espanha. Uma cúmplice romena, identificada como Alla S., foi detida na Renânia do Norte-Vestfália.
Thumann se tornou uma figura conhecida no setor de defesa alemão por defender publicamente o apoio militar à Ucrânia. A Donaustahl, criada originalmente em 2020, passou a desenvolver componentes, eletrônicos de combate e sistemas para drones FPV, com cooperação direta com forças ucranianas. A empresa também é citada como uma das principais startups alemãs no campo de munições vagantes.
O episódio reforça o temor europeu de que a Rússia esteja ampliando ações de sabotagem, espionagem e intimidação contra empresas e executivos ligados ao fornecimento de armas para Kiev. Thumann segue sob proteção reforçada.