O Irã voltou a exigir compensações pelos danos provocados durante a guerra contra Estados Unidos e Israel e afirmou que o Estreito de Hormuz poderá ser reaberto caso países terceiros não interfiram nas negociações em andamento.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, Teerã considera a compensação pelos prejuízos sofridos durante o conflito uma de suas principais exigências nas negociações. A reivindicação já havia sido apresentada em rodadas anteriores de diálogo e continua entre os principais pontos de divergência entre o Irã e os Estados Unidos.
As declarações ocorrem enquanto Irã e Omã negociam um mecanismo para restabelecer a navegação pelo Estreito de Hormuz. Os dois países chegaram a um entendimento sobre as coordenadas geográficas de uma nova rota para navios comerciais e trabalham na redação de um anúncio conjunto.
Baghaei afirmou que o processo poderá avançar desde que “certos terceiros” não interfiram. O porta-voz não identificou diretamente esses países. Ele também ressaltou que um acordo entre Teerã e Mascate sobre a rota marítima não seria suficiente, por si só, para garantir a segurança no estreito.
A questão ganhou ainda mais importância depois que autoridades iranianas ampliaram suas condições para a normalização completa da navegação. Entre as exigências apresentadas por Teerã estão o fim do bloqueio naval americano, a retirada de forças dos Estados Unidos das proximidades do Irã, o levantamento das sanções, a liberação de ativos iranianos congelados e o pagamento de compensações pelos danos da guerra.
O Estreito de Hormuz permanece como um dos principais pontos das negociações para reduzir as tensões entre Washington e Teerã. A passagem liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma das rotas marítimas mais importantes para as exportações mundiais de petróleo e gás.