Um tribunal da Síria condenou nesta terça-feira (11) o ex-ditador Bashar al-Assad e seu irmão Maher al-Assad à pena de morte. Os dois foram julgados à revelia e considerados culpados por crimes cometidos durante a guerra civil síria.
A decisão foi tomada pelo Quarto Tribunal Criminal de Damasco. Bashar al-Assad foi condenado por assassinatos premeditados, incluindo mortes de crianças, tortura, prisões arbitrárias e crimes contra a humanidade. Maher, que comandou a poderosa 4ª Divisão Blindada do Exército sírio, também foi condenado.
O tribunal determinou ainda que Bashar e Maher sejam procurados internacionalmente. Os irmãos deixaram a Síria após a queda do antigo regime e estão fora do alcance das autoridades sírias, o que impede, por enquanto, a execução das sentenças.
Atef Najib, primo de Bashar e ex-chefe da Segurança Política na província de Daraa, também recebeu a pena de morte. Diferentemente dos irmãos Assad, Najib estava presente no tribunal. Ele é acusado de participação direta na violenta repressão aos protestos iniciados em Daraa em 2011, episódios que ajudaram a desencadear a guerra civil.
Ao todo, nove antigos integrantes do regime receberam sentenças de morte. O processo representa uma das medidas judiciais mais importantes tomadas pelas novas autoridades sírias contra antigos dirigentes do governo Assad.
A guerra na Síria começou em 2011 e deixou cerca de meio milhão de mortos, além de milhões de refugiados e deslocados. Durante o conflito, o regime Assad e suas forças foram acusados de tortura sistemática, execuções, ataques contra civis e outros crimes de guerra.