O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que trocou secretamente de avião durante a viagem de retorno da cúpula da OTAN realizada em Ancara, na Turquia, após receber informações sobre uma possível ameaça contra sua segurança.
Trump afirmou nesta quarta-feira (12) que seguiu uma recomendação do Serviço Secreto e que existem “muitas ameaças” contra ele que não chegam ao conhecimento público. Segundo o presidente, ele não questionou os agentes sobre os detalhes da decisão.
A operação ocorreu em julho, quando Trump deixou a Turquia após participar da reunião da OTAN. Segundo informações divulgadas posteriormente, serviços de inteligência americanos identificaram uma possível ameaça envolvendo forças ligadas ao Irã. Relatos anteriores indicavam inclusive a possibilidade de um ataque com míssil contra o avião presidencial.
O esquema de segurança foi mais complexo do que inicialmente divulgado. Segundo o Washington Post, Trump deixou discretamente o Air Force One e embarcou em outra aeronave militar americana. A transferência teria sido realizada com o auxílio de um caminhão de catering, enquanto o avião presidencial funcionava como uma espécie de chamariz. A Casa Branca havia informado publicamente que Trump estava viajando no Air Force One.
Trump confirmou a troca, mas afirmou que não tem certeza se a operação realmente reduziu o risco. Segundo ele, a aeronave alternativa utilizada na viagem poderia ter ficado tão exposta quanto o avião presidencial.
O episódio ocorre em meio às ameaças iranianas contra Trump e outros integrantes e ex-integrantes do governo americano. Teerã prometeu vingança pela morte do general Qasem Soleimani, comandante da Força Quds, morto em um ataque americano no Iraque em 2020.