As Forças Armadas dos Estados Unidos perderam pelo menos 45 drones MQ-9 Reaper desde o início da guerra contra o Irã, número que representa aproximadamente 25% da frota americana desse modelo. A informação foi publicada pelo Washington Post, que cita três autoridades dos EUA familiarizadas com os dados do Pentágono.
O prejuízo potencial supera US$ 1,3 bilhão. Dependendo dos sensores, equipamentos e armamentos instalados, um MQ-9 pode custar entre US$ 30 milhões e US$ 50 milhões.
Os Reapers têm sido empregados intensamente em missões de vigilância, reconhecimento e ataque, especialmente na região do Estreito de Ormuz. Segundo autoridades americanas, nem todos os drones perdidos foram necessariamente abatidos pelo inimigo. Parte das aeronaves também teria sido destruída em solo ou perdida em outras circunstâncias relacionadas às operações.
A escala das perdas aumentou consideravelmente ao longo da guerra. Em abril, um levantamento do Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA apontava 24 MQ-9 perdidos desde o começo das operações militares contra o Irã.
O Reaper foi desenvolvido principalmente para operar durante longos períodos realizando vigilância e ataques contra alvos terrestres. Apesar de sua capacidade de transportar sensores sofisticados e armamentos de precisão, trata-se de uma aeronave relativamente lenta e com menor capacidade de sobrevivência diante de sistemas modernos de defesa aérea.
A perda de aproximadamente um quarto da frota americana mostra um dos principais problemas enfrentados por drones desse porte em uma guerra contra um adversário equipado com sistemas antiaéreos. Aeronaves extremamente eficientes em ambientes pouco contestados podem sofrer perdas elevadas quando precisam operar repetidamente dentro do alcance das defesas inimigas.
O impacto também preocupa a Força Aérea dos EUA porque a linha de produção do MQ-9A já foi encerrada. Antes mesmo da divulgação do novo número de perdas, o Congresso discutia medidas para recuperar a capacidade disponível e manter uma frota mínima de Reapers.