O governo iraniano indicou que está analisando uma proposta de cessar-fogo apoiada pelos Estados Unidos, mas negou que existam negociações diretas em andamento com Washington. Segundo o chanceler Abbas Araqchi, mensagens trocadas por meio de países intermediários não devem ser tratadas como conversas formais entre os dois lados.
Do outro lado, o presidente Donald Trump afirmou que líderes iranianos estariam buscando um entendimento, embora evitem admitir isso publicamente. Ainda assim, a Casa Branca não detalhou quais nomes do regime estariam envolvidos nesse movimento diplomático.
Teerã também rejeitou uma proposta americana de 15 pontos, encaminhada por meio do Paquistão, e reforçou que só aceitará encerrar a guerra dentro de condições definidas pelo próprio Irã. Entre as exigências apresentadas pelos iranianos estão o fim imediato dos combates e dos assassinatos seletivos, garantias contra novas ações militares, reparações financeiras pelos danos da guerra, reconhecimento do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz e a inclusão de atores regionais, como o Líbano, em qualquer acordo futuro.
Enquanto isso, Washington sustenta que ainda existe uma janela para entendimento e descreve os contatos como produtivos. Ao mesmo tempo, a guerra segue provocando mudanças profundas na estrutura de poder iraniana e fortes perdas militares, em meio à continuidade de bombardeios e trocas de mísseis e drones em várias áreas da região.
O impacto econômico também segue crescendo. Com o Estreito de Ormuz praticamente fechado, o fluxo de petróleo e gás foi atingido, pressionando cadeias de abastecimento, elevando custos de energia e alimentos e ampliando os alertas internacionais por uma desescalada. Paralelamente, os EUA ampliam sua presença militar no Oriente Médio com o envio de mais tropas e meios para a região.