Autoridades dos Estados Unidos prenderam em Los Angeles Hamideh Soleimani Afshar, sobrinha do general iraniano Qassem Soleimani, junto com a filha dela, depois que o governo americano revogou o status de residência permanente das duas. Segundo o Departamento de Estado, ambas foram colocadas sob custódia do ICE e agora enfrentam processo de deportação.
Washington afirma que Afshar demonstrava apoio público ao regime iraniano e à sua propaganda. O governo também informou que o marido dela foi impedido de entrar nos Estados Unidos. Em outra frente da mesma política, a administração Trump retirou vistos ou residência de outros iranianos com vínculos com o aparelho estatal de Teerã, incluindo parentes de Ali Larijani.
A medida surge num momento de forte escalada entre EUA, Israel e Irã, e reforça a linha mais dura adotada por Washington contra pessoas vistas como ligadas ao sistema político iraniano. Para o governo americano, não faz sentido permitir permanência legal no país a estrangeiros que, segundo a acusação oficial, elogiem ações hostis contra os próprios EUA.
Qassem Soleimani, tio de Afshar, foi por anos um dos nomes mais influentes da estrutura militar iraniana, à frente da Força Quds da Guarda Revolucionária. Ele morreu em janeiro de 2020, em um ataque aéreo dos Estados Unidos em Bagdá, durante o primeiro mandato de Donald Trump.