O general Randy George deixou o cargo de chefe do Estado-Maior do Exército dos Estados Unidos com efeito imediato, após ser retirado da função pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth. A mudança interrompeu antes do previsto o mandato do oficial, confirmado em 2023 para um posto que normalmente dura quatro anos, e aconteceu em meio às operações militares americanas no Oriente Médio.
Na mensagem enviada antes de sair, George afirmou que os soldados americanos merecem treinamento rigoroso e comandantes corajosos, íntegros e preparados para liderar. No texto, ele também disse que a tropa deve seguir concentrada na missão, inovando e reduzindo burocracias para entregar aos combatentes o que é necessário no campo de batalha.
Segundo veículos da imprensa dos EUA, Hegseth buscava colocar no posto alguém mais alinhado à visão do governo Trump para o Exército. O Pentágono, porém, não divulgou uma explicação detalhada para a troca e apenas agradeceu pelos anos de serviço prestados por George.
A saída do general veio acompanhada de outras mudanças no alto escalão. Também foram retirados de seus postos os generais David Hodne e William Green Jr. Para assumir interinamente o comando da força terrestre, o escolhido foi o general Christopher LaNeve, atual vice-chefe do Estado-Maior do Exército e ex-assessor militar de Hegseth.