O porta-aviões chinês Liaoning voltou a atravessar o Estreito de Taiwan no domingo (19), no primeiro deslocamento desse tipo feito por um navio-aeródromo chinês na área desde dezembro. Taipé informou que acompanhou toda a movimentação e divulgou uma imagem captada por seus meios de vigilância.
A nova passagem ocorreu poucos dias depois de o destróier japonês JS Ikazuchi navegar pela mesma rota, em mais um sinal de disputa crescente por presença militar e liberdade de navegação naquele corredor marítimo. Pequim reagiu com críticas à movimentação japonesa e voltou a tratar ações desse tipo como provocação.
A China considera Taiwan parte de seu território e afirma ter soberania sobre todo o estreito, posição rejeitada por Taipé e também pelos Estados Unidos. Em paralelo, a atividade militar chinesa nas proximidades da ilha segue intensa. Segundo o Ministério da Defesa de Taiwan, entre a manhã de segunda e a manhã de terça foram detectadas 24 aeronaves, sete navios de guerra e outra embarcação na região, com 11 aviões cruzando a chamada linha mediana.
Pequim sustenta que essas operações servem para proteger sua soberania e integridade territorial. Para Taiwan, no entanto, o movimento reforça a pressão militar constante que o Exército chinês vem exercendo sobre a ilha, inclusive com incursões frequentes na zona de identificação de defesa aérea taiwanesa.