A Casa Branca anunciou nesta sexta-feira que Donald Trump enviará Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para uma nova rodada de contatos com o chanceler iraniano Abbas Araghchi. A viagem ocorre no momento em que Islamabad tenta recolocar Estados Unidos e Irã na mesa de negociações para avançar em um novo entendimento de cessar-fogo.
O movimento acontece em meio à crise no Estreito de Ormuz, que segue pressionando o mercado de energia e afetando rotas marítimas estratégicas. O governo americano também prorrogou por 90 dias a flexibilização do Jones Act para facilitar o transporte de petróleo e gás por navios estrangeiros até os portos dos EUA. Após a medida, o Brent recuou, embora ainda permaneça muito acima do nível registrado no início da guerra, em 28 de fevereiro.
Apesar da trégua prolongada por tempo indeterminado, a situação no estreito continua delicada. Segundo o relato, o Irã manteve a pressão sobre o tráfego marítimo e atacou três embarcações nesta semana, enquanto Washington sustenta o bloqueio aos portos iranianos. Trump também ordenou ação letal contra pequenas embarcações que tentem lançar minas na via marítima.
No campo militar, o secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que Teerã ainda tem a chance de fechar um acordo e indicou reforço da presença naval americana. Os Estados Unidos já operam com três porta-aviões na região (USS George H.W. Bush, USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford), numa concentração de força que não era vista desde 2003.
Enquanto isso, o conflito segue cobrando um preço alto. De acordo com os números citados, a guerra já matou milhares de pessoas no Irã e no Líbano, além de deixar mortos em Israel, nos países árabes do Golfo e entre militares americanos. Mesmo com a ampliação do cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, o sul do Líbano continua sob forte tensão, com ataques, abates de drones e alertas de evacuação.