O Africa Corps, força russa vinculada ao Ministério da Defesa de Moscou, confirmou a retirada de seus militares da cidade de Kidal, no nordeste do Mali, após uma série de ataques lançados por grupos separatistas e extremistas islâmicos. A saída ocorreu junto com tropas do Exército malinês.
A Frente de Libertação de Azawad afirmou ter assumido o controle total da cidade e declarou Kidal “livre” após a retirada das forças russas e governamentais. Apesar do recuo, o Africa Corps indicou que continuará operando em outras regiões do Mali, mas não apresentou detalhes sobre os próximos passos.
Grande parte dos combatentes desse contingente russo veio da antiga Wagner, empresa militar privada que atuou em vários países africanos antes de ser absorvida, em grande parte, pela estrutura do Ministério da Defesa da Rússia após a morte de Yevgeny Prigozhin, em 2023.
A presença russa no Mali faz parte de uma estratégia mais ampla de Moscou na África, onde o apoio a governos locais costuma estar ligado a interesses em recursos naturais, como ouro, diamantes e urânio. Assim como a Wagner, o Africa Corps também é acusado de abusos contra civis em áreas de conflito.