A Marinha dos Estados Unidos realizou com sucesso o primeiro voo de teste do MQ-25A Stingray, aeronave não tripulada criada para operar a partir de porta-aviões e reabastecer caças em pleno voo. O teste ocorreu no sábado, a partir das instalações da Boeing no aeroporto MidAmerica, em Mascoutah, no estado de Illinois, e durou cerca de duas horas.
Durante a missão, o drone foi acompanhado por equipes da Marinha e da Boeing, que avaliaram comandos básicos de voo, desempenho do motor e comportamento da aeronave em diferentes fases da operação. Segundo a Boeing, o MQ-25A taxiou, decolou, voou e pousou de forma autônoma, seguindo um plano de missão previamente definido.
O Stingray é visto como peça importante para ampliar o alcance dos grupos aéreos embarcados dos EUA. Ao assumir parte das missões de reabastecimento hoje executadas por caças tripulados, como os F/A-18 Super Hornet, o MQ-25A permitirá que essas aeronaves sejam empregadas com mais foco em missões de ataque, defesa aérea e operações multifuncionais.
Nos próximos meses, novos testes serão realizados em Illinois antes da transferência da aeronave para a Estação Aeronaval de Patuxent River, em Maryland. O exemplar que voou é o primeiro de quatro modelos de desenvolvimento de engenharia previstos em contrato de US$ 805 milhões firmado com a Boeing.
Equipado com um motor Rolls-Royce AE 3007N, o MQ-25A marca o início de uma nova etapa na integração de aeronaves não tripuladas ao convés dos porta-aviões americanos. Para a Marinha dos EUA, o programa representa um passo decisivo para aumentar a flexibilidade, o alcance e a capacidade de combate da aviação naval embarcada.