O ex-ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, afirmou que não aceitará outro cargo no governo e insiste em voltar ao comando da pasta. Ele foi retirado da função neste mês, após apenas seis meses no posto.
O presidente Volodymyr Zelensky ofereceu a Fedorov cargos alternativos, incluindo o de vice-primeiro-ministro responsável pela inovação militar. O ex-ministro recusou a proposta e declarou que somente o Ministério da Defesa daria autoridade suficiente para continuar suas reformas.
Fedorov ganhou popularidade ao defender o uso mais amplo de drones, sistemas digitais e ataques de longo alcance. Ele também prometeu combater problemas de corrupção e má gestão nas compras militares.
Sua demissão provocou protestos em Kiev e em outras cidades. Veteranos, militares e grupos civis exigem sua reintegração e criticam a forma como Zelensky conduziu a mudança no governo.
O afastamento ocorreu durante uma disputa entre Fedorov e o então comandante-chefe Oleksandr Syrskyi. Fedorov acusava o general de bloquear reformas e manter métodos considerados ultrapassados. Syrskyi acabou sendo substituído por Mykhailo Drapatyi, mas os protestos pela volta do ex-ministro continuam.
As negociações entre Zelensky e Fedorov permanecem abertas. Uma eventual reintegração, porém, representaria um recuo político importante para o presidente ucraniano.