Registros obtidos pelo site The War Horse revelaram mais de 400 incidentes de baixas entre militares americanos durante a fase inicial da guerra contra o Irã. Os casos foram registrados entre 28 de fevereiro e 8 de abril e incluem pelo menos 17 ferimentos considerados de risco de vida.
Os documentos foram obtidos junto ao Departamento de Guerra dos EUA por meio da Lei de Liberdade de Informação. Cada registro representa um incidente de baixa, não necessariamente uma pessoa diferente, já que um mesmo militar pode ter sido ferido mais de uma vez.
O trauma craniano foi o tipo de ferimento mais frequente, com pelo menos 170 casos. Os militares também sofreram lesões causadas por estilhaços, fraturas e inalação de fumaça. Especialistas temem que a lesão cerebral traumática, conhecida pela sigla TBI, torne-se a principal ferida associada ao conflito.
Mais de 270 registros envolviam militares do Exército, incluindo reservistas, praças e 64 oficiais. A Marinha registrou 64 baixas, a Força Aérea teve 51 e o Corpo de Fuzileiros Navais contabilizou 19.
Os documentos também revelaram episódios de baixas em massa que não haviam sido detalhados publicamente pelo Comando Central dos EUA. Em 3 de março, foram registrados 29 casos classificados como resultado de ataque inimigo. Em 18 de março, ocorreram 70 baixas, das quais mais de duas dezenas foram atribuídas diretamente a ataques inimigos.
Outro dado revelado envolve o ataque iraniano com drone contra o Porto de Shuaiba, no Kuwait, em 1º de março. O ataque matou seis militares americanos e provocou dezenas de feridos. Entre os atingidos estavam o general de brigada Clint Barnes e o major-general Brad Hinson, que sofreram traumas na cabeça.
Na época, o Comando Central informou inicialmente três mortos, cinco feridos graves e outros militares com concussões e ferimentos leves. Os novos registros mostram que o impacto total dos ataques iranianos foi maior e mais concentrado do que os comunicados divulgados durante as primeiras semanas da guerra indicavam.