O Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) acusou formalmente Pavel Durov, fundador e diretor executivo do Telegram, de facilitar atividades terroristas. As autoridades russas também colocaram o empresário em uma lista internacional de procurados.
Segundo o FSB, o Telegram não teria removido canais e conteúdos usados por serviços de inteligência ucranianos e grupos extremistas. Moscou afirma que a plataforma foi utilizada para organizar sabotagens, ataques, assassinatos e fraudes cibernéticas dentro do território russo.
A investigação contra Durov havia sido aberta em fevereiro de 2026. Em abril, ele informou que uma intimação enviada para seu antigo endereço na Rússia já o classificava como suspeito. Na ocasião, o empresário afirmou que o processo estava relacionado à sua defesa da liberdade de expressão e da privacidade das comunicações.
Durov vive fora da Rússia e possui cidadania francesa e dos Emirados Árabes Unidos. Até o momento, ele e o Telegram não comentaram a nova ordem internacional de busca.
O caso aumenta a pressão do governo russo contra o Telegram, aplicativo amplamente utilizado por autoridades, militares, jornalistas e pela população dos dois lados da guerra na Ucrânia. Moscou também promove o mensageiro nacional MAX como alternativa à plataforma.