O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, expressou, neste domingo, seu agradecimento aos líderes europeus que respaldaram seu esforço para ser incluído na cúpula entre os presidentes dos EUA e da Rússia, marcada para esta semana. O encontro em questão é cercado de receios, pois Kiev teme que uma possível negociação entre Washington e Moscou possa resultar em um acordo que prejudique a soberania da Ucrânia.
Zelenskyy destacou que qualquer fim para a guerra precisa ser justo, enfatizando que a paz que busca também deve garantir a proteção das fronteiras da Ucrânia, que defende a segurança de toda a Europa. “Sou grato a todos que se posicionam ao lado da Ucrânia e do nosso povo, em prol da paz, que também é fundamental para a segurança dos países europeus”, afirmou.
Em um comunicado conjunto, as lideranças do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia, Finlândia e da Comissão Europeia enfatizaram que qualquer solução diplomática entre os EUA e a Rússia deve considerar as questões de segurança tanto da Ucrânia quanto de toda a Europa. Kaja Kallas, chefe de política externa da União Europeia, afirmou à Reuters: “Os Estados Unidos têm a capacidade de pressionar a Rússia a negociar de maneira séria. Qualquer acordo deve incluir a Ucrânia e a União Europeia, pois se trata da segurança da Ucrânia e de toda a Europa.”
A Cúpula Trump-Putin e o Impacto nas Relações Internacionais
O encontro entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin está marcado para o dia 15 de agosto no Alasca. Embora a Casa Branca e o Kremlin tenham reconhecido o pedido de Zelenskyy para participar, ainda não foi feito um convite formal. Caso participe, o encontro entre Putin e Zelenskyy será o primeiro desde o início da guerra na Ucrânia.
A cúpula ocorre em meio a uma crescente pressão internacional, com ameaças de sanções adicionais contra a Rússia e seus aliados. O presidente Trump já anunciou planos de impor tarifas de até 500% sobre as exportações de petróleo e gás da Rússia, caso Moscou continue a resistência às negociações ou intensifique o conflito. A introdução do “Sanctioning Russia Act”, por legisladores bipartidários, visa reforçar essa pressão econômica sobre o Kremlin.
No entanto, fontes próximas a Putin alertam para os esforços de diversos países interessados em prolongar o conflito, que estariam tentando sabotar a cúpula com manobras diplomáticas ou até mesmo desinformação nos meios de comunicação. Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin, afirmou que essas nações estão montando “esforços titânicos” para atrapalhar a reunião entre Trump e Putin.