A Ucrânia informou neste domingo (1º de fevereiro de 2026) que as primeiras ações para impedir o uso do Starlink por forças russas já começaram a gerar efeito. O tema ganhou urgência após alertas de que a conectividade via satélite estaria ajudando drones de ataque a operar mais longe e atingir alvos em profundidade no território ucraniano.
De acordo com o ministro da Defesa Mykhailo Fedorov, a equipe do governo vem trabalhando em coordenação direta com a SpaceX para fechar brechas de uso “não autorizado”. O ministro disse que novos passos estão em preparação, em parceria com o time de Elon Musk.
O empresário afirmou publicamente que as medidas iniciais adotadas pela empresa parecem ter funcionado e pediu que a Ucrânia sinalize caso seja necessário avançar mais. Segundo Kiev, o foco é evitar que a tecnologia seja explorada para ataques com veículos aéreos não tripulados e, ao mesmo tempo, manter a capacidade de comunicação nas linhas de frente.
Um dos assessores do ministro, Serhii Beskrestnov, afirmou que não pode detalhar quais ações foram implementadas, mas indicou que as soluções atuais têm caráter provisório e devem evoluir para mecanismos mais amplos. A justificativa (segundo ele) é reduzir riscos a civis, militares e infraestrutura crítica diante da ameaça de drones de ataque.
As Forças Armadas ucranianas dependem fortemente do Starlink para comunicações em posições avançadas, por ser visto como um meio mais estável e seguro do que alternativas tradicionais em ambientes de guerra eletrônica. Desde o início da invasão em 2022, Kiev recebeu dezenas de milhares de terminais. A SpaceX já declarou em outras ocasiões que não vende nem fornece equipamentos à Russia, e Elon Musk já rejeitou publicamente acusações sobre fornecimento direto.