O porta-aviões USS Gerald R. Ford voltou ao centro das atenções depois de um incêndio em 12 de março obrigar a embarcação a seguir para Souda Bay, na Grécia, para reparos. Segundo relatos divulgados nos Estados Unidos, mais de 200 marinheiros precisaram de atendimento por inalação de fumaça, um deles foi retirado do navio por evacuação médica, e outros também sofreram ferimentos durante o combate ao fogo. Mesmo assim, a Marinha americana afirmou que o navio segue apto para cumprir missão.
O episódio reacende críticas que acompanham o Ford desde o início. O navio entrou em serviço em julho de 2017, alcançou capacidade operacional inicial apenas em dezembro de 2021 e só realizou seu primeiro desdobramento em outubro de 2022, mais de cinco anos após a incorporação. Ao longo desse processo, o programa acumulou atrasos, custo superior a US$ 13 bilhões e uma longa lista de ajustes técnicos.
Projetado para representar um salto tecnológico em relação à classe Nimitz, o Ford recebeu novos sistemas de lançamento eletromagnético de aeronaves, maior capacidade elétrica e soluções para reduzir a necessidade de tripulação. Na prática, porém, relatórios do Pentágono indicam que o navio ainda tem etapas importantes de avaliação operacional pela frente e que sistemas centrais continuam exigindo suporte técnico externo, algo que pesa contra a promessa de maior eficiência e disponibilidade.
Os problemas não se limitam aos sistemas de combate e voo. O sistema de esgoto a vácuo também virou dor de cabeça recorrente. Documentos obtidos pela NPR mostram falhas frequentes desde 2023, com um registro de 205 ocorrências em apenas quatro dias de março de 2025. A situação não é nova: a própria GAO já havia alertado que o sistema sofre entupimentos inesperados e exige lavagens químicas caras, com custo estimado de cerca de US$ 400 mil por procedimento.
No fim, o USS Gerald R. Ford continua sendo um símbolo do poder naval dos Estados Unidos, mas também virou exemplo de como um projeto ambicioso pode carregar problemas de prontidão, manutenção e custo por muito mais tempo do que o previsto. O porta-aviões USS Gerald R. Ford voltou ao centro das atenções depois de um incêndio em 12 de março obrigar a embarcação a seguir para Souda Bay, na Grécia, para reparos. Segundo relatos divulgados nos Estados Unidos, mais de 200 marinheiros precisaram de atendimento por inalação de fumaça, um deles foi retirado do navio por evacuação médica, e outros também sofreram ferimentos durante o combate ao fogo. Mesmo assim, a Marinha americana afirmou que o navio segue apto para cumprir missão.
O episódio reacende críticas que acompanham o Ford desde o início. O navio entrou em serviço em julho de 2017, alcançou capacidade operacional inicial apenas em dezembro de 2021 e só realizou seu primeiro desdobramento em outubro de 2022, mais de cinco anos após a incorporação. Ao longo desse processo, o programa acumulou atrasos, custo superior a US$ 13 bilhões e uma longa lista de ajustes técnicos.
Projetado para representar um salto tecnológico em relação à classe Nimitz, o Ford recebeu novos sistemas de lançamento eletromagnético de aeronaves, maior capacidade elétrica e soluções para reduzir a necessidade de tripulação. Na prática, porém, relatórios do Pentágono indicam que o navio ainda tem etapas importantes de avaliação operacional pela frente e que sistemas centrais continuam exigindo suporte técnico externo, algo que pesa contra a promessa de maior eficiência e disponibilidade.
Os problemas não se limitam aos sistemas de combate e voo. O sistema de esgoto a vácuo também virou dor de cabeça recorrente. Documentos obtidos pela NPR mostram falhas frequentes desde 2023, com um registro de 205 ocorrências em apenas quatro dias de março de 2025. A situação não é nova: a própria GAO já havia alertado que o sistema sofre entupimentos inesperados e exige lavagens químicas caras, com custo estimado de cerca de US$ 400 mil por procedimento.
No fim, o USS Gerald R. Ford continua sendo um símbolo do poder naval dos Estados Unidos, mas também virou exemplo de como um projeto ambicioso pode carregar problemas de prontidão, manutenção e custo por muito mais tempo do que o previsto.