O Irã iniciou uma mobilização em larga escala de suas forças, reunindo um contingente que pode ultrapassar 1 milhão de combatentes, em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos. A medida ocorre enquanto cresce o temor, em Teerã, de uma possível ofensiva terrestre americana após semanas de confrontos intensos na região.
Segundo autoridades iranianas, a mobilização inclui tanto militares das forças regulares quanto integrantes da Guarda Revolucionária, além de unidades de reservistas e forças paramilitares. O objetivo é reforçar a capacidade de defesa do território e preparar o país para um eventual cenário de invasão.
A estratégia iraniana parece focada em ampliar o número de combatentes disponíveis para uma guerra prolongada, apostando em resistência em larga escala e no uso de táticas assimétricas. Esse tipo de abordagem inclui desde operações com mísseis e drones até ações de guerrilha e defesa territorial distribuída.
Nos bastidores, analistas avaliam que a mobilização também tem um forte componente dissuasório. Ao demonstrar capacidade de reunir grandes efetivos, o Irã busca elevar o custo de uma possível invasão terrestre, tornando qualquer operação americana mais complexa e arriscada.
Apesar da superioridade tecnológica dos EUA, um confronto em solo iraniano envolveria desafios logísticos significativos, além de um terreno vasto e favorável à defesa. A mobilização atual reforça a percepção de que Teerã está se preparando para um conflito de longa duração, caso a guerra escale para além dos ataques aéreos e navais.
O aumento do efetivo ocorre em um momento em que os combates indiretos seguem ativos, com ataques e contra-ataques na região do Golfo e no entorno do Oriente Médio, mantendo o cenário de instabilidade elevado.