O general da reserva Keith Kellogg elevou o tom contra a OTAN ao afirmar que vários aliados demonstraram fraqueza durante a guerra contra o Irã. Em entrevista na TV americana, ele sustentou que a aliança atlântica falhou em dar o apoio esperado aos Estados Unidos e sugeriu que Washington passe a considerar uma arquitetura de defesa diferente da atual.
Segundo Kellogg, o desempenho de parte dos membros europeus mostrou que a OTAN, no formato atual, pode não ser mais a melhor ferramenta para responder a crises de grande impacto estratégico. Por isso, ele defendeu a criação de uma nova estrutura de segurança, reunindo países mais dispostos a atuar militarmente ao lado dos EUA quando necessário.
Ao explicar sua posição, Kellogg citou o Artigo 13 do Tratado do Atlântico Norte, que prevê a possibilidade de um país deixar a aliança um ano após notificar formalmente sua saída. Na visão dele, esse dispositivo pode abrir caminho para uma revisão mais ampla do sistema de alianças liderado por Washington.
O militar também mencionou quais países poderiam compor esse novo arranjo. Entre os nomes citados por ele estão Japão, Austrália, Alemanha, Polônia e até a Ucrânia, todos apresentados como parceiros potencialmente mais confiáveis em um cenário de confronto internacional.
As críticas foram reforçadas por outras vozes conservadoras que participaram do mesmo debate. Victoria Coates classificou a OTAN como pouco relevante diante das crises mais recentes, enquanto Mike Pompeo afirmou que os EUA talvez precisem reavaliar com mais clareza em quem realmente podem confiar como aliados em futuras operações.