Com a guerra na Ucrânia consumindo cada vez mais recursos, o Kremlin passou a lidar com um quadro fiscal mais apertado. Relatos da imprensa internacional indicam que Vladimir Putin se reuniu reservadamente com alguns dos empresários mais ricos da Rússia para discutir formas de reforçar o caixa do Estado em meio ao peso crescente das despesas militares.
A pressão sobre as contas públicas vem aumentando. Segundo as reportagens, os gastos de defesa russos chegaram a 15,5 trilhões de rublos em 2025, enquanto a queda de receitas com energia e a desaceleração econômica reduziram a arrecadação em outras áreas. Diante disso, o governo russo também avalia cortar em até 10% os gastos considerados não sensíveis no orçamento, dependendo da evolução do mercado de petróleo.
Nesse contexto, nomes de peso do empresariado teriam sido chamados a contribuir. Suleiman Kerimov, segundo os relatos, teria prometido 100 bilhões de rublos, enquanto Oleg Deripaska também teria aceitado participar do esforço financeiro. Ao mesmo tempo, o encontro teria tratado da continuidade da campanha militar e do objetivo russo de avançar sobre as áreas do Donbas ainda fora de seu controle.
O Kremlin, porém, procurou reduzir o impacto político da informação. Dmitry Peskov afirmou que Putin não fez um pedido direto e que a oferta de recursos teria partido espontaneamente de um dos empresários presentes. Ainda assim, o episódio reforça a percepção de que o custo prolongado da guerra está obrigando Moscou a buscar fontes extras de financiamento para sustentar o esforço militar.