Um helicóptero ligado às forças russas que apoiam o governo militar do Mali teria sido abatido durante combates no norte do país. Segundo relatos divulgados por canais russos ligados à aviação militar, a tripulação e um grupo armado que estava a bordo morreram na queda. A causa preliminar apontada foi “impacto externo de fogo”, expressão normalmente usada para indicar o uso de um sistema antiaéreo.
A perda da aeronave ocorreu em meio a uma ofensiva coordenada contra posições militares em várias regiões do Mali. Ataques foram registrados em Bamako, Kati, Gao, Kidal, Mopti e Sévaré. O grupo JNIM, ligado à Al Qaeda, e rebeldes tuaregues da Frente de Libertação de Azawad reivindicaram ações simultâneas contra bases, aeroportos e áreas estratégicas do país.
Relatos locais indicam que o helicóptero foi atingido perto de Wabaria, nas proximidades de Gao, uma das principais cidades do norte malinês. A região é palco de confrontos frequentes entre tropas do governo, combatentes separatistas, jihadistas e forças russas do Africa Corps, estrutura que sucedeu a presença do antigo Grupo Wagner no país.
As autoridades do Mali afirmaram que conseguiram retomar o controle das áreas atacadas e disseram ter matado “várias centenas” de agressores, embora esse número não tenha sido verificado de forma independente. O governo também informou que 16 pessoas ficaram feridas. Em Bamako, foi decretado toque de recolher noturno após os combates.
A derrubada do helicóptero representa um sinal preocupante para Bamako e para Moscou. Além de expor a vulnerabilidade das operações aéreas no Sahel, o episódio mostra que grupos armados locais podem estar ampliando sua capacidade de atingir alvos de maior valor, inclusive aeronaves empregadas em apoio direto às forças governamentais.