Israel teria enviado uma bateria do sistema Iron Dome aos Emirados Árabes Unidos no início da guerra contra o Irã, junto com dezenas de militares responsáveis por operar a defesa antimísseis. Segundo autoridades israelenses e americanas citadas pela imprensa, essa foi a primeira vez que o sistema foi deslocado para fora de Israel e dos Estados Unidos.
A decisão teria sido tomada após uma conversa entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente emiradense Mohammed bin Zayed Al Nahyan. Durante os ataques iranianos, o sistema israelense teria abatido dezenas de mísseis lançados contra o território dos Emirados.
De acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados, Teerã disparou cerca de 550 mísseis balísticos e de cruzeiro, além de mais de 2.200 drones contra o país, tornando os Emirados um dos principais alvos regionais da campanha iraniana. A maior parte dos projéteis foi interceptada, mas alguns atingiram instalações civis e militares.
O apoio israelense reforça a aproximação militar entre os dois países, que normalizaram relações em 2020 com os Acordos de Abraão. Desde o começo da guerra, em 28 de fevereiro, Israel e Emirados teriam mantido coordenação política e militar intensa, impulsionada pela ameaça comum representada pelo Irã.
A presença de militares israelenses em solo emiradense, no entanto, é considerada politicamente sensível. Em Israel, a decisão de enviar uma bateria do Domo de Ferro para o exterior enquanto o país também estava sob forte pressão de mísseis poderia gerar críticas internas. Ainda assim, uma autoridade dos Emirados afirmou que Abu Dhabi “não esquecerá” a ajuda recebida durante os ataques.