A Lockheed Martin perdeu a concorrência para desenvolver o caça de sexta geração NGAD (Next Generation Air Dominance) – agora designado como F‑47 – cuja construção ficou a cargo da Boeing. Mesmo assim, a empresa americana não recuou: anunciou a continuação do desenvolvimento do programa “F‑35 Plus”, uma versão significativamente modernizada do atual caça F‑35 Lightning II .
Segundo o CEO da Lockheed, a ambição é aplicar à plataforma F‑35 tecnologias de ponta, comparáveis ao desempenho de “supercarros”, mas atreladas a custos reduzidos, estimados em cerca de metade dos previstos para o NGAD .
Inovações previstas no “F-35 Plus”
- Capacidades furtivas aprimoradas: Reformulação da estrutura externa do F‑35 e novos revestimentos para reduzir sua assinatura nos espectros infravermelho e radar .
- Desempenho do motor: Alterações nos bicos de escape para aumentar furtividade e eficiência .
- Sistemas eletrônicos e autonomia: Ampliação das capacidades de guerra eletrônica, conectividade e possibilidade de operação autônoma, reduzindo a necessidade de um piloto .
- Armamentos avançados: Inclusão de mísseis aeroterrestres de longo alcance como o AGM‑158 JASSM e o LRASM. Além disso, admite-se o uso de tecnologias encaminhadas ao NGAD, como armas de energia dirigida (lasers), mísseis hipersônicos e novas armas ar-ar .
- Sensoriamento e integração tática: Novos sensores infravermelhos para detecção à longa distância, sistemas de rastreamento de sexta geração e conectividade melhorada com drones colaborativos e outros vetores da família de sistemas .