O Banco Central da Rússia reduziu suas reservas de ouro em 43,5 toneladas durante o primeiro semestre de 2026, no maior recuo registrado em pelo menos 25 anos.
Somente em junho, as reservas diminuíram 9,33 toneladas. O estoque russo caiu para cerca de 2.283 toneladas, menor nível desde fevereiro de 2020. Apesar da redução, a Rússia ainda mantém uma das maiores reservas de ouro do mundo.
As vendas ocorrem enquanto o governo de Vladimir Putin enfrenta crescente pressão sobre as contas públicas. O déficit federal chegou a 5,73 trilhões de rublos no primeiro semestre, cerca de US$ 74 bilhões, impulsionado pela queda das receitas de petróleo e gás e pelos elevados gastos relacionados à guerra contra a Ucrânia.
O Banco Central russo vem reduzindo suas reservas de ouro há seis meses consecutivos. Segundo o The Moscow Times, nem mesmo durante a pandemia a Rússia vendeu um volume semelhante em tão pouco tempo.
O governo também tem utilizado recursos do Fundo Nacional de Riqueza, criado para proteger o país contra quedas nas receitas energéticas. Os ativos líquidos do fundo diminuíram fortemente desde o início da guerra, reduzindo a margem financeira disponível para Moscou sustentar despesas militares e programas públicos.