Estados Unidos, Israel e Líbano discutem diferentes opções para enfraquecer e, no futuro, desmantelar a estrutura militar do Hezbollah.
Uma das propostas prevê que Washington selecione, treine, equipe e supervisione unidades de elite do Exército libanês. Essas tropas assumiriam gradualmente o controle das áreas abandonadas por Israel no sul do Líbano, impedindo o retorno de combatentes e armas do Hezbollah.
O modelo já começou a ser testado em zonas piloto. Nesta terça-feira (21), militares libaneses entraram na cidade de Zawtar al-Gharbiyeh após uma retirada israelense. A operação faz parte de um acordo apoiado pelos EUA para transferir o controle territorial ao governo libanês.
A principal preocupação é a presença de simpatizantes do Hezbollah dentro das instituições libanesas e o risco de confrontos internos caso o Exército tente retirar as armas da organização à força.
Outra possibilidade seria ampliar a cooperação com a Síria para bloquear as rotas usadas no transporte de armas iranianas através do Iraque e do território sírio. Autoridades sírias anunciaram recentemente a apreensão de um carregamento de foguetes que, segundo Damasco, seria destinado ao Hezbollah.
Israel também pode continuar realizando ataques contra depósitos, comandantes e posições do grupo. No entanto, autoridades e analistas reconhecem que operações militares isoladas dificilmente eliminariam o Hezbollah, que mantém influência política e social dentro do Líbano.