Autoridades militares e serviços de inteligência da Europa avaliam que a Rússia está acelerando sua reconstrução militar e ampliando sua capacidade de pressionar a OTAN nos próximos anos. A leitura em várias capitais europeias é que Moscou pode não estar pronta para uma guerra total contra a aliança no curto prazo, mas já estaria criando condições para uma ação limitada, capaz de medir a reação do bloco, sobretudo em sua fronteira oriental.
O alerta ganhou força com relatórios que apontam aumento da produção de armamentos, criação de novas unidades e reforço da presença militar russa em áreas sensíveis. Ao mesmo tempo, agências europeias afirmam que o Kremlin vem intensificando espionagem, sabotagem, ataques cibernéticos e outras ações híbridas, numa estratégia de desgaste que pode anteceder movimentos mais ousados no futuro.
A preocupação no Ocidente é que um eventual teste russo não precise começar com uma grande ofensiva convencional, mas sim com uma operação menor, rápida e politicamente calculada, desenhada para expor divisões internas e colocar à prova o compromisso de defesa coletiva da OTAN. Por isso, governos europeus vêm pressionando por mais investimentos em defesa aérea, munições, mobilização e prontidão operacional.