O Mali voltou a mergulhar em forte instabilidade após uma série de ataques coordenados atingir diferentes pontos do país, incluindo áreas próximas à capital, Bamako. No domingo, tiros intensos ainda eram ouvidos em Kati, cidade militar estratégica situada nos arredores da capital, mesmo depois de o Exército afirmar que havia retomado o controle da situação.
Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, o ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, teria morrido após um ataque contra sua residência em Kati. A informação foi atribuída à emissora France 24, em meio à ofensiva lançada por militantes ligados à al-Qaeda e por combatentes tuaregues.
Os ataques atingiram não apenas a região de Bamako, mas também áreas de produção de ouro e outras localidades importantes do país. A ação foi reivindicada por um grupo associado à al-Qaeda e por rebeldes tuaregues, que afirmam atuar contra o governo militar de Mali.
A ofensiva é vista como uma das mais graves dos últimos anos e expõe a deterioração da segurança no Mali e em boa parte do Sahel. A região enfrenta há anos a expansão de grupos jihadistas e rebeldes armados, apesar das operações militares conduzidas pelo governo.
A Organização das Nações Unidas condenou os ataques e pediu uma resposta internacional mais firme diante da escalada da violência no Sahel. Para Bamako, o episódio representa mais um duro teste para a junta militar, que tenta demonstrar controle sobre o país em meio ao avanço de insurgentes e à crescente pressão interna.