Lithuanian soldiers of the Lynx NATO mission are pictured ahead of the visit of French President Emmanuel Macron at the Rukla base on September 29, 2020. (Photo by Ludovic MARIN / AFP) (Photo by LUDOVIC MARIN/AFP via Getty Images)
Os ministros da Defesa de Estônia, Letônia e Lituânia assinaram, em Tallinn, uma carta de intenções para criar uma Área Regional de Mobilidade Militar do Báltico (MMA, na sigla em inglês). A proposta é simplificar e padronizar regras de trânsito de tropas e equipamentos entre os três países, reduzindo burocracia e prazos.
A iniciativa é descrita como uma espécie de “Schengen militar”, com foco em harmonizar procedimentos que hoje exigem autorizações, formulários e etapas administrativas que podem atrasar deslocamentos (até mesmo para exercícios). A ideia é que, em situações de tensão, cada hora conte (e que a papelada não vire um gargalo).
Na prática, o acordo busca facilitar reforços rápidos entre os vizinhos (por exemplo, meios lituanos apoiando Riga, artilharia estoniana dando suporte a Vilnius, ou forças letãs reforçando Tallinn). Segundo os ministros, o escopo também envolve coordenação em diferentes domínios (terra, mar, ar e ciberespaço) e deve beneficiar o trânsito de aliados em rotas para a região.
O anúncio ocorre em meio ao ambiente de segurança mais duro no entorno do Báltico, com a guerra na Ucrânia e a percepção de ameaça de longo prazo por parte da Rússia. Além do arranjo regional, os três países defenderam que a lógica de mobilidade (com menos entraves) avance também no restante da Europa, para reforçar a prontidão no flanco leste da OTAN.