O Congresso dos Estados Unidos avançou com uma proposta que impediria a Marinha de iniciar a construção do primeiro encouraçado da classe Trump antes que as principais armas previstas para o navio sejam consideradas tecnologicamente maduras.
A restrição faz parte do projeto da Lei de Autorização de Defesa Nacional para o ano fiscal de 2027. O texto determina que o secretário da Marinha deverá certificar ao Congresso que os sistemas de armas planejados atingiram um nível suficiente de prontidão tecnológica antes da assinatura do contrato de construção.
A Casa Branca se posicionou contra a medida. O governo argumenta que as exigências de relatórios são excessivas e podem atrasar um programa considerado prioritário pelo presidente Donald Trump. A proposta autoriza US$ 1 bilhão para a compra antecipada de componentes, mas mantém a construção condicionada à avaliação das tecnologias.
Entre as armas previstas estão mísseis hipersônicos, lançadores para mísseis convencionais e nucleares, canhões eletromagnéticos e lasers de alta potência. Alguns desses sistemas ainda enfrentam dificuldades técnicas ou nunca foram empregados regularmente em navios de guerra.
Congressistas também demonstram preocupação com o custo do projeto. O primeiro navio, que deverá receber o nome USS Defiant, pode custar cerca de US$ 17 bilhões. A Marinha prevê receber a embarcação em 2036 e pretende adquirir até 15 unidades nas próximas três décadas.
Outra preocupação é o impacto sobre os estaleiros e fornecedores responsáveis pelos porta-aviões da classe Ford e pelos submarinos nucleares americanos, que já enfrentam atrasos. A futura classe Trump utilizaria os mesmos tipos de reatores nucleares e seria montada nas instalações de Newport News.