A guerra dos Estados Unidos contra o Irã já consumiu cerca de US$ 25 bilhões, segundo dados apresentados por um alto funcionário financeiro do Pentágono durante audiência na Comissão de Serviços Armados da Câmara dos Representantes. A maior parte do gasto, segundo o relato, foi destinada ao uso de munições, além de custos operacionais e reposição de equipamentos.
A revelação colocou ainda mais pressão sobre o secretário de Defesa, Pete Hegseth, que foi questionado por parlamentares pela primeira vez desde o início da ofensiva americana contra Teerã. Ele compareceu ao Congresso ao lado do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, em uma sessão que também discutiu a proposta de orçamento militar de US$ 1,5 trilhão para 2027.
Hegseth defendeu a campanha militar e afirmou que o conflito está ligado diretamente à segurança dos Estados Unidos. Democratas, porém, criticaram o custo crescente da operação, o consumo acelerado de munições estratégicas e as dúvidas sobre os objetivos reais da guerra. Um dos pontos de maior tensão foi a justificativa de Washington para atacar o Irã, especialmente diante de declarações anteriores de que instalações nucleares iranianas já teriam sido severamente atingidas em 2025.
O governo Trump sustenta que Teerã não abandonou suas ambições nucleares e ainda mantém milhares de mísseis em seu arsenal. Já a oposição afirma que a campanha pode estar levando os Estados Unidos a um novo impasse prolongado no Oriente Médio, com custos militares e econômicos cada vez mais difíceis de justificar.
A guerra também agravou a crise no Estreito de Hormuz, rota vital para o transporte global de petróleo. Com o bloqueio iraniano afetando o fluxo marítimo e a Marinha dos EUA impondo restrições aos navios ligados ao Irã, as negociações seguem travadas. Teerã chegou a oferecer a reabertura da passagem em troca do fim do bloqueio naval americano, mas a proposta foi rejeitada por Washington.