A Coreia do Norte teria alcançado um nível de capacidade nuclear suficiente para desafiar os sistemas de defesa antimíssil dos Estados Unidos em um ataque limitado. A avaliação foi atribuída ao presidente sul-coreano Lee Jae-myung e indica que Pyongyang já possui ogivas e meios de lançamento em quantidade preocupante.
O avanço ocorre em meio à aproximação militar cada vez maior entre Coreia do Norte e Rússia. Recentemente, o ministro da Defesa russo, Andrey Belousov, esteve em Pyongyang, onde os dois países assinaram um novo tratado de defesa válido até 2031. A Coreia do Norte também vem fornecendo munições para Moscou na guerra contra a Ucrânia, enquanto recebe apoio russo em áreas como abastecimento de alimentos e desenvolvimento de mísseis.
Segundo a avaliação citada, Pyongyang já teria capacidade de produzir material físsil suficiente para fabricar até 20 ogivas nucleares por ano. Caso esse ritmo seja mantido, o arsenal norte-coreano poderá crescer rapidamente na próxima década, aproximando-se do tamanho das forças nucleares de países como a França.
Outro ponto de preocupação está nos mísseis balísticos intercontinentais da família Hwasong, incluindo os modelos Hwasong-15, Hwasong-17, Hwasong-18 e Hwasong-19. Esses sistemas são vistos como capazes de atingir o território norte-americano e, potencialmente, superar parte das defesas antimísseis dos EUA. Além disso, a Coreia do Norte mantém grande quantidade de mísseis de menor alcance, capazes de ameaçar aliados americanos na Ásia e bases estratégicas, como Guam.
Especialistas alertam que a ameaça norte-coreana deixou de ser apenas retórica. Estimativas anteriores da inteligência dos EUA apontavam cerca de 10 mísseis capazes de alcançar o território americano, mas análises independentes agora indicam que Pyongyang pode ter até 50 lançadores. Esse salto reforça a percepção de que a Coreia do Norte está mais confiante, mais experiente e mais preparada para operar sua força nuclear.