O “presidente” (ditador) da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o país não realizará mais eleições que permitam à oposição disputar o poder. A declaração foi feita durante as comemorações pelos 47 anos da Revolução Sandinista, em sua primeira aparição pública em cerca de dois meses.
“Aqui não haverá mais eleições para que eles tentem tomar o governo e o poder”, declarou Ortega. Ele também prometeu trabalhar com a Assembleia Nacional, controlada pelo governo, para aprovar leis que bloqueiem partidos acusados de receber apoio dos Estados Unidos. Ortega não explicou como a medida será aplicada nem se as votações serão completamente eliminadas.
A decisão encerra formalmente a possibilidade de mudança de governo pelas urnas. As eleições de 2021 já haviam sido contestadas internacionalmente após a prisão de candidatos opositores e a repressão contra críticos do governo.
Ortega governa continuamente desde 2007. Reformas constitucionais recentes transformaram sua esposa, Rosario Murillo, em copresidente e ampliaram o mandato presidencial para seis anos. O casal mantém controle sobre o Parlamento, o Judiciário e as Forças Armadas.