O governo do Peru decidiu seguir adiante com a compra dos caças F-16 dos Estados Unidos e já fez um primeiro pagamento de US$ 462 milhões, mesmo em meio a uma crise política que derrubou dois ministros. Os chefes das pastas da Defesa e das Relações Exteriores deixaram seus cargos após entrarem em choque com o presidente interino José Balcázar sobre a condução do acordo.
A negociação faz parte do plano peruano de modernizar sua aviação de combate, hoje baseada em aeronaves mais antigas, como os Mirage 2000 e os MiG-29. A meta de Lima é chegar a 24 aviões, embora a primeira etapa da compra deva envolver 12 unidades. A confusão começou depois que Balcázar cancelou uma cerimônia de assinatura e sinalizou que não queria impor um gasto bilionário ao próximo governo. Depois, afirmou que suas declarações foram mal interpretadas e que a maior parte do compromisso financeiro ficará para a administração que assumirá em julho.
Segundo autoridades ligadas à negociação, o valor inicial já foi encaminhado à Lockheed Martin, e as primeiras entregas são esperadas entre 2029 e 2030. A venda potencial dos F-16 ao Peru havia sido aprovada pelos Estados Unidos em setembro de 2025, com valor estimado em US$ 3,42 bilhões. Meses depois, em janeiro de 2026, Washington ainda elevou o status de Lima ao classificá-la como aliada preferencial extra-OTAN, reforçando a aproximação militar entre os dois países.