Às vésperas de manobras navais com munição real anunciadas pela Guarda Revolucionária Islâmica, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) divulgou um recado direto: atitudes consideradas inseguras ou pouco profissionais perto de navios e aeronaves americanas (ou de parceiros regionais e embarcações comerciais) não serão toleradas.
De acordo com o comando, o exercício iraniano deve durar dois dias e começar no domingo. Washington afirmou reconhecer o direito de Teerã de operar em águas e espaço aéreo internacionais, desde que siga padrões de segurança. No comunicado, o CENTCOM cita exemplos do que entraria na lista vermelha, como sobrevoos de baixa altitude (ou armados) sem intenção clara, aproximações de lanchas em alta velocidade em rota de colisão e armas apontadas para forças dos EUA.
O alerta também reforça o peso estratégico de Ormuz, descrito como passagem marítima internacional e corredor essencial de comércio, com cerca de 100 navios mercantes cruzando o estreito diariamente. A mensagem vem no momento em que a Estados Unidos ampliam a presença naval na região, com o porta-aviões USS Abraham Lincoln citado como peça central do grupo. Em paralelo, o secretário de Guerra Pete Hegseth disse em reunião de gabinete em 29 de janeiro que o departamento estará pronto para executar o que o presidente Donald Trump determinar, enquanto a Casa Branca eleva a pressão para um acordo e sinaliza que o tempo para negociação está se esgotando.