O Comando Central dos Estados Unidos informou que 38 navios comerciais e petroleiros foram obrigados a alterar suas rotas ou retornar aos portos de origem desde o início do bloqueio naval contra o Irã nas proximidades do Estreito de Ormuz. A operação, segundo Washington, faz parte da pressão militar direta para impedir fluxos marítimos com destino ou origem em portos iranianos.
Imagens divulgadas pelas forças americanas mostram navios de guerra e helicópteros atuando na interceptação de embarcações que tentavam cruzar a área. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo, passou a ser tratado como uma zona militarizada, com forte controle sobre o tráfego associado ao Irã.
O bloqueio foi anunciado oficialmente em 13 de abril, após o fracasso da primeira rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã no Paquistão. Com a via diplomática em dificuldade, Washington passou a adotar uma estratégia de pressão econômica e militar mais dura contra Teerã.
A medida aumenta a tensão em uma das rotas marítimas mais sensíveis do planeta. Embora os Estados Unidos tentem demonstrar controle sobre a região, há preocupação internacional com os possíveis impactos sobre a segurança da navegação e os preços globais de energia.
Nos bastidores, cresce a expectativa por uma reunião na sala de situação da Casa Branca, que poderá definir se o bloqueio será mantido de forma ampla ou se uma nova tentativa de negociação será aberta. O maior temor é que o Irã tente romper o cerco pela força, elevando o risco de confronto direto no Golfo.