O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Irã nesta quarta-feira ao afirmar (em postagem nas redes sociais) que as Forças Armadas americanas estão prontas para atacar caso Teerã não avance rumo a um acordo político mais amplo com o Ocidente.
Segundo informações reunidas a partir de fontes abertas (incluindo dados divulgados por órgãos do governo dos EUA), Washington está concentrando no entorno do Golfo Pérsico um pacote robusto de poder aéreo e naval. O movimento inclui dezenas de navios de guerra (com um porta-aviões de propulsão nuclear) e centenas de aeronaves de combate em condições de emprego rápido.
Porta-aviões, destróieres e submarinos no tabuleiro
O núcleo desse reforço é o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln, deslocado do teatro do Indo-Pacífico em direção à região. A ala aérea embarcada reúne esquadrões com caças F-35C, F/A-18E(F) Super Hornet, aeronaves de guerra eletrônica EA-18G e helicópteros. A escolta inclui três destróieres da classe Arleigh Burke, capazes de lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk.
Além disso, há indicação de outros seis Arleigh Burke operando (ou posicionados) entre o Mar Arábico, o Mar Vermelho e o Mediterrâneo. E, como de praxe em cenários de escalada, a avaliação é que submarinos lançadores de mísseis de cruzeiro também estejam na área para ampliar o poder de ataque com Tomahawk.
Aviação em bases aliadas e bombardeiros de longo alcance em alerta
No componente aéreo, a presença americana se apoia tanto em bases no Oriente Médio quanto em estruturas na Europa. Entre os efetivos citados por fontes abertas, aparecem aeronaves F-35A e F-15E no Reino Unido (RAF Lakenheath), F-15E e unidades de A-10 na Jordânia (base de Muwaffaq Salti) e pelo menos um esquadrão de F-16 na Itália. O fluxo de aeronaves de transporte para a região também tem sido observado com frequência.
No plano estratégico, a Força Aérea manteria bombardeiros B-1, B-2 e B-52 em prontidão para eventual deslocamento a partir do território continental dos EUA, ampliando as opções para ataques de precisão em profundidade.
Recado político (e lembrete de precedente)
Na mesma mensagem, Trump pressionou o Irã a “vir para a mesa” e negociar temas como o programa nuclear, sugerindo que a movimentação militar busca uma solução definitiva (por acordo ou por força). Ele também citou como precedente a Operation Midnight Hammer, quando os EUA teriam atingido instalações ligadas ao programa nuclear iraniano com bombardeiros furtivos B-2 e mísseis Tomahawk, alertando que uma nova rodada seria mais severa.