Houthi supporters demonstrate in solidarity with Iran, as the U.S.-Israeli conflict with Iran continues, in Sanaa, Yemen, March 27, 2026. REUTERS/Khaled Abdullah TPX IMAGES OF THE DAY
Os houthis lançaram uma série de ataques com mísseis balísticos e drones contra forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita na província de Marib, no centro do Iêmen. Os alvos foram posições militares ligadas ao governo internacionalmente reconhecido do país.
Relatórios preliminares apontam pelo menos 45 militares mortos e dezenas de feridos. A Reuters informou, com base em fontes do governo iemenita, que ao menos 30 soldados morreram em ataques houthis contra acampamentos militares nas províncias de Marib e Hadramout, e que o número de mortos poderia aumentar.
A mídia alinhada à Arábia Saudita também confirmou os ataques e as baixas, indicando que os houthis usaram mísseis e drones em uma ofensiva coordenada contra vários pontos militares. A ação representa uma nova escalada na guerra civil iemenita, que voltou a ganhar intensidade após semanas de aumento da tensão entre os houthis, a Arábia Saudita e forças apoiadas por Riade.
Marib é uma das regiões mais estratégicas do Iêmen. A província tem campos de petróleo, infraestrutura energética e fica em uma área crucial para as forças do governo iemenita. Por isso, ela tem sido alvo constante dos houthis nos últimos anos.
O ataque ocorre em meio a uma fase de maior agressividade do grupo, que também vem reivindicando ações contra navios sauditas e alvos ligados à coalizão liderada por Riade no Mar Vermelho. A Anadolu informou que os houthis reivindicaram recentemente um ataque com mísseis balísticos contra um petroleiro saudita perto de Yanbu, no norte do Mar Vermelho.
A nova ofensiva em Marib reforça o risco de reabertura de uma frente terrestre mais intensa no Iêmen, justamente em um momento em que a Arábia Saudita avalia respostas militares mais duras contra os houthis. O Guardian informou, na semana passada, que Riade preparava uma possível ofensiva marítima e terrestre contra o grupo, em meio à ameaça houthi contra rotas de petróleo e navegação no Mar Vermelho.