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O Irã emitiu um aviso aeronáutico (NOTAM) para restringir temporariamente o espaço aéreo nas proximidades do Estreito de Hormuz, informando a realização de atividades militares com fogo real na área.
De acordo com o alerta, a janela de exercícios vai de 27 a 29 de janeiro, dentro de uma área circular de 5 milhas náuticas de raio, com restrições desde o nível do solo até 25 mil pés. Durante o período, o setor foi classificado como perigoso/hazardous para a aviação, e voos devem evitar a zona ou seguir estritamente as orientações do controle de tráfego aéreo.

A medida ocorre em um momento de tensão elevada na região. Em paralelo, o comando aéreo dos EUA no Oriente Médio (AFCENT) anunciou um exercício de prontidão de vários dias no teatro do CENTCOM, com foco em demonstrar capacidade de mobilização e sustentação. Autoridades iranianas voltaram a sinalizar que responderiam de forma rápida e ampla caso houvesse ataque contra o país.
O Estreito de Hormuz é considerado um dos principais gargalos energéticos do planeta: em 2024, o fluxo de petróleo pelo corredor ficou em torno de 20 milhões de barris por dia, perto de 20% do consumo global de líquidos de petróleo, segundo a EIA (agência de energia dos EUA). Por isso, qualquer atividade militar ou restrição na área costuma aumentar a atenção de governos, companhias aéreas e do setor de transporte marítimo e energia.