A Justiça dos Estados Unidos marcou para 1º de junho de 2027 o início do julgamento do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (22), durante uma audiência no tribunal federal de Manhattan, em Nova York.
Maduro responde a quatro acusações criminais, incluindo conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e crimes relacionados ao uso de armas. A Promotoria afirma que ele utilizou o governo, setores das Forças Armadas venezuelanas e alianças com grupos criminosos para facilitar o envio de grandes quantidades de cocaína aos Estados Unidos durante décadas.
Maduro e Flores foram capturados por forças norte-americanas em Caracas, em janeiro de 2026, durante uma operação militar autorizada pelo presidente Donald Trump. Os dois foram levados aos Estados Unidos e permanecem presos em uma unidade federal no Brooklyn. Ambos se declararam inocentes.
A defesa pretende questionar a legalidade da captura e argumentar que Maduro possui imunidade por ter exercido a Presidência da Venezuela. Uma audiência para analisar os pedidos de arquivamento do processo foi marcada para 17 de novembro de 2026.
Caso sejam condenados pelas acusações mais graves, Maduro e Flores podem receber penas de prisão perpétua.