A Lockheed Martin anunciou um acordo estrutural com o Pentágono para elevar em grande escala a produção de interceptores do sistema THAAD. A meta divulgada é sair do ritmo atual de 96 unidades por ano e chegar a cerca de 400 interceptores anuais, com implementação prevista ao longo de aproximadamente sete anos.
Segundo a empresa, o plano faz parte de um esforço para aumentar a disponibilidade de munições e interceptores diante da demanda crescente por defesa antimíssil, em um cenário de múltiplas frentes e necessidade de recomposição de estoques.
Em teleconferência com investidores, o CEO Jim Taiclet indicou que a consolidação do acordo depende da aprovação de recursos do ano fiscal de 2026 pelo Congresso dos Estados Unidos, embora a expectativa seja que o programa avance sob esse formato já neste ano.
O pacote envolve um ciclo de investimento de vários bilhões de dólares para acelerar a produção nos próximos três anos, incluindo expansão de instalações e modernização de mais de 20 unidades industriais em diferentes estados. Entre os movimentos anunciados está a abertura de um centro de aceleração de munições em Camden, associado a processos mais digitais, automação e manufatura avançada.
A iniciativa também vem na esteira de um entendimento recente para aumentar a produção do PAC-3, interceptor ligado à família Patriot, reforçando uma tendência de contratos e arranjos voltados a ampliar capacidade industrial em sistemas de defesa aérea e antimíssil.
O THAAD (Terminal High Altitude Area Defense) é um sistema de defesa contra mísseis balísticos, com sensores e integração em redes de comando e controle para rastrear ameaças e orientar a interceptação.