O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, voltou a pressionar o regime cubano pela libertação de presos políticos e pediu que Havana solte mais de 700 pessoas detidas por motivos políticos.
A declaração ocorreu após a chegada aos Estados Unidos do artista e dissidente cubano Luis Manuel Otero Alcántara, que deixou Cuba depois de cumprir uma pena de cinco anos de prisão. Segundo Rubio, Otero Alcántara foi perseguido por usar sua arte para defender liberdades básicas dos cubanos.
Otero Alcántara é um dos fundadores do Movimento San Isidro, grupo ligado à oposição cubana e à defesa da liberdade de expressão. Ele foi preso em 2021, durante a onda de grandes protestos contra o governo cubano, e condenado por acusações como desacato, desordem pública e ofensa a símbolos nacionais. Organizações como a Anistia Internacional o classificaram como preso de consciência, enquanto o governo cubano rejeita essa definição.
A cobrança de Rubio amplia a pressão diplomática de Washington sobre Havana. A Human Rights Watch afirma que mais de 700 presos políticos continuam atrás das grades em Cuba, além de centenas de pessoas submetidas a prisão domiciliar ou outras restrições.
O tema ganhou força depois das manifestações de julho de 2021, as maiores em décadas contra o regime cubano. Muitos manifestantes receberam penas longas, em alguns casos superiores a 20 anos, segundo organizações de direitos humanos.
Para os Estados Unidos, a libertação desses presos é uma condição central em qualquer avanço nas relações com Cuba. Para Havana, a pressão americana é tratada como interferência externa. O caso mantém os direitos humanos no centro da disputa política entre os dois países.