A Marinha dos Estados Unidos pediu ao Congresso cerca de US$ 3 bilhões para comprar 785 mísseis Tomahawk no orçamento fiscal de 2027, em um movimento que mostra o tamanho da pressão sobre o arsenal americano de longo alcance. O salto é gigantesco em relação ao ciclo anterior e reflete o ritmo acelerado de consumo dessas armas em operações recentes.
Desde o início da atual campanha militar contra o Irã, em 28 de fevereiro de 2026, a força naval americana já teria empregado pelo menos 850 Tomahawks, um volume que colocou o míssil no centro do esforço de ataque dos EUA. Diante disso, Washington tenta repor rapidamente seus estoques e evitar que a capacidade de ataque à distância fique comprometida.
O plano não envolve apenas a compra de novos armamentos. A proposta também inclui mais de US$ 1,5 bilhão para modernizar mísseis já existentes, com melhorias em alcance, navegação, precisão e conectividade. Além disso, há uma verba adicional para equipamentos de apoio, manutenção e infraestrutura ligada ao sistema. Somando aquisição, manutenção e suporte, o programa Tomahawk previsto para 2027 chega a aproximadamente US$ 4,65 bilhões.
Lançado por destróieres e submarinos, o Tomahawk segue como uma das principais armas de ataque de longo alcance da Marinha americana. Com capacidade para atingir alvos terrestres a mais de 1.000 milhas náuticas, ele continua sendo uma peça central na estratégia naval dos EUA, especialmente em cenários de guerra prolongada, nos quais a reposição de estoques passa a ser tão importante quanto o próprio combate.