Uma avaliação do Pentágono apresentada ao Congresso dos EUA indica que a remoção completa das minas lançadas no Estreito de Ormuz pode levar até seis meses. Segundo o relato, a operação nem deve começar de fato antes do fim da guerra, o que reforça a percepção de que a crise no corredor marítimo ainda está longe de ser resolvida.
Parlamentares americanos também teriam sido informados de que o Irã pode ter espalhado ao menos 20 minas na região, incluindo modelos com apoio de tecnologia GPS, o que dificulta a localização e amplia o risco para a navegação. O problema ganha peso extra porque Ormuz segue sendo uma das rotas energéticas mais sensíveis do planeta, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados em tempos normais.
O impacto vai além do campo militar. Com a passagem comprometida, a tendência é de pressão prolongada sobre os preços da energia e sobre o transporte marítimo global. Mesmo assim, o porta voz do Pentágono, Sean Parnell, contestou a ideia de um bloqueio tão longo e afirmou que um fechamento de seis meses seria algo inaceitável.