O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que Estados Unidos e Israel acreditavam que poderiam “tomar o Irã como a Síria em apenas 48 horas”. A declaração foi divulgada pela imprensa regional e atribuída à agência iraniana ISNA.
Segundo Pezeshkian, o plano teria como objetivo criar instabilidade interna e enfraquecer rapidamente o governo iraniano. O presidente disse que a tentativa fracassou porque a situação foi controlada com “força e ações decisivas”.
“Apesar de todas as dificuldades, hoje o Irã é chamado de país forte e respeitado”, afirmou o líder iraniano, em uma mensagem voltada a reforçar a ideia de resistência nacional diante da pressão externa.
A fala ocorre em meio ao aumento das tensões entre Irã, Estados Unidos e Israel. Nos últimos meses, Teerã tem acusado Washington e Tel Aviv de tentarem enfraquecer a República Islâmica por meio de ataques militares, sanções e pressão política. Ao mesmo tempo, Israel mantém o discurso de que está pronto para agir contra o Irã caso considere necessário.
A comparação com a Síria tem forte peso político. Pezeshkian tenta passar a mensagem de que o Irã não repetiria o cenário de colapso rápido visto em outros países da região. Para o público interno, a declaração também serve para reforçar a narrativa de unidade nacional e resistência diante de uma ameaça estrangeira.