A coalizão de Ramstein, formada para coordenar o apoio militar internacional à Ucrânia, já mobilizou mais de US$ 150 bilhões em assistência ao país desde 2022. Segundo o Ministério da Defesa ucraniano, o grupo reúne mais de 50 nações e se tornou a principal plataforma de articulação para o envio de armas, munições e equipamentos às forças de Kiev.
O formato nasceu em 26 de abril de 2022, em uma reunião realizada na base aérea norte-americana de Ramstein, na Alemanha. Desde então, a iniciativa ajudou a viabilizar a entrega de sistemas considerados essenciais para a defesa ucraniana, incluindo baterias Patriot, NASAMS e IRIS-T, tanques Leopard e Abrams, lançadores HIMARS, obuseiros autopropulsados PzH 2000, blindados M113 e caças como o F-16 e o Mirage-2000.
Além das entregas diretas, a coalizão passou a organizar áreas específicas de cooperação, como defesa aérea, aviação, artilharia, drones, guerra eletrônica, desminagem, capacidades navais, tecnologia da informação e veículos blindados. A ideia é atender necessidades imediatas do front, mas também preparar as Forças Armadas da Ucrânia para uma estrutura de defesa mais duradoura.
Outro ponto importante é o mecanismo PURL (Prioritized Ukraine Requirements List), criado para acelerar a compra de armamentos norte-americanos com financiamento de parceiros europeus e da Otan. Esse modelo já levantou cerca de US$ 5 bilhões para aquisições destinadas a Kiev.
Nos pacotes mais recentes, países europeus anunciaram novos aportes para drones, logística e defesa aérea. A Noruega destinou mais de US$ 500 milhões para drones e US$ 150 milhões para apoio logístico, enquanto a Holanda prometeu mais de 200 milhões de euros para a compra de aeronaves não tripuladas. A Alemanha também apresentou um pacote de 4 bilhões de euros, incluindo centenas de interceptadores Patriot e IRIS-T, embora parte das entregas esteja prevista apenas para os próximos anos.
Para Kiev, a velocidade dessas entregas continua sendo decisiva. A Ucrânia tem insistido que mais defesa aérea, mais drones e mais munição de longo alcance são prioridades para conter os ataques russos e reduzir a capacidade de Moscou de pressionar o país pelo desgaste.