Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio com o envio de um terceiro porta-aviões para a área de responsabilidade do Comando Central. Segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, Washington não está contando com ajuda europeia na guerra contra o Irã. A chegada do USS George H.W. Bush marca a primeira vez, em 23 anos, que três grupos de porta-aviões operam ao mesmo tempo sob o CENTCOM, reunindo cerca de 200 aeronaves e 15 mil militares.
O reforço ocorre enquanto os EUA apertam o cerco marítimo ao redor do Irã. De acordo com Hegseth, 34 embarcações já foram obrigadas a recuar desde o início do bloqueio, e qualquer navio que tente lançar minas no Estreito de Ormuz poderá ser atacado pelas forças americanas. A região é estratégica para o mercado global de energia, e a pressão militar sobre essa rota já vem alimentando a alta do petróleo e dos combustíveis.
Em tom duro, o chefe do Pentágono afirmou que a Europa fala muito e ajuda pouco, apesar de depender mais do Estreito de Ormuz do que os próprios Estados Unidos. A declaração reforça o desconforto de Washington com a falta de apoio internacional em uma guerra que pode ter impacto direto no comércio marítimo e no abastecimento mundial de petróleo.