A Ucrânia começou a usar um An-28 adaptado como plataforma aérea para lançar drones interceptadores contra os Shahed russos. Imagens divulgadas nesta semana mostram a aeronave operando com suportes externos sob as asas e um sistema óptico de busca para localizar alvos em voo.
Na prática, o avião funciona como uma base aérea improvisada para pequenos drones de ataque. Depois que um alvo é identificado, os interceptadores são lançados e guiados até o drone inimigo por meio de câmera embarcada, destruindo o alvo no impacto. A proposta é simples: derrubar ameaças baratas com soluções também baratas, em vez de gastar mísseis muito mais caros.
Segundo o material publicado, o An-28 pode levar até seis desses drones, desenvolvidos pela empresa ucraniana SkyFall. Além do modelo P1-SUN, testes também já incluíram outras opções, como o Merops, de origem americana, que vem sendo avaliado no país.
O uso do An-28 nessa função amplia a busca da Ucrânia por meios mais econômicos para conter ataques russos com drones kamikaze. A lógica é reduzir custo, encurtar o tempo de resposta e aumentar a flexibilidade, especialmente porque as rotas desses drones mudam com frequência. A adaptação de aeronaves leves para esse tipo de missão já havia aparecido antes, inclusive com relatos de versões armadas com metralhadoras rotativas para caçar alvos durante voos noturnos.
A mudança reflete um problema cada vez mais claro no campo de batalha: derrubar drones relativamente baratos com sistemas caríssimos pesa demais no orçamento de guerra. Por isso, Kiev vem acelerando projetos de interceptação de baixo custo para tentar enfrentar ataques em massa sem comprometer recursos estratégicos.