A União Europeia aprovou um mecanismo que permite aos países do bloco confiscar e vender cargas transportadas por navios detidos da chamada “frota sombra” russa. A medida faz parte do 21º pacote de sanções contra Moscou, aprovado em 23 de julho.
A regra pode atingir carregamentos de petróleo russo e também grãos ucranianos roubados dos territórios ocupados. Os valores obtidos com as vendas não poderão ser entregues a cidadãos, empresas ou outras entidades russas vinculadas às cargas.
O objetivo é reduzir os ganhos obtidos pela Rússia com navios usados para contornar as sanções ocidentais. Essas embarcações geralmente operam com empresas de fachada, bandeiras de terceiros países, seguros pouco confiáveis e mudanças frequentes de propriedade.
O novo pacote também adicionou 41 embarcações à lista de sanções, elevando para mais de 670 o número de navios atingidos pelas restrições europeias. A União Europeia ampliou ainda os critérios para incluir embarcações que abastecem ou prestam serviços aos petroleiros da frota sombra.
Os navios sancionados ficam proibidos de entrar em portos europeus e de receber determinados serviços marítimos. Com a possibilidade de confiscar as cargas, Bruxelas pretende aumentar o custo e o risco das operações usadas para financiar a guerra russa contra a Ucrânia.